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PALACIO

O espaço reúne cerca de 90 peças esculpidas em bronze, granito e cimento branco; todas doadas pela escultora ao governo do estado de São Paulo, em 1978. Que um ano após, colocou as obras para visitação pública numa área de 350 mil metros quadrados, denominado Museu Felícia Leirner.

Durante os dias, o sol banha as obras com sua luz dando uma vida a mais as obras e a quietude do local permite aos admiradores reparar em detalhes e formas de cada obra. Já a noite, as peças não perdem seu brilho, além do brilho da lua, as esculturas recebem um jogo de luz, que permite uma apresentação a parte. O Museu dividi espaço com o Auditório Cláudio Santoro, o principal palco do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão.

Para conferir as obras em forma cronológica. Inicie o trajeto por um caminho estreito cheios de árvores numa sugestiva sombra; indo às peças abstratas em formas circulares. As peças em cimento branco estão espalhadas entre as árvores e parecem interagidas com a vegetação local, em alguns pontos podem ser avistados a Serra da Mantiqueira.

Felícia Leirner

Nasceu em Varsóvia, Polônia, em 1904, filha de Pinkus e Sheila Aichembaum. Morou na Polônia até 1927, quando veio para o Brasil, após a opressão, preconceitos e humilhação causadas no pós-guerra da Primeira Guerra Mundial. Casou se com o Isai Leirner, com quem teve três filhos: Adolfo, Nelson e Giselda. Após uma intervenção cirúrgica em 1940, Felícia teve que abandonar o sonho de cantora de ópera, apesar das aulas e integração ao coro lírico em Varsóvia.

Aos 42 anos de idade, junto com sua filha Giselda começou a fazer curso de desenho e pintura com Yolanda Mohayil. Quando fez um retrato do marido.

Yolanda apresentou Felícia a Elizabeth Nobling, escultora que trabalhava com cerâmica. Mas foi no galpão-ateliê de Victor Brecheret, onde ela começou aperfeiçoar sua arte. Primeiro o mestre não queria aceita-la como discípula, mas se rendeu ao talento da artista que o ajudou na obra símbolo de São Paulo: Monumento às bandeiras, localizado no Parque do Ibirapuera (antigo ateliê do escultor).

No mesmo período pediu ao crítico de arte Wolfgang Pfeiffer, uma coleção de slides que contasse a história da escultura desde a pré-história até o século XX, além de visitas a museus e constantes consultas a livros de esculturas, melhorando sua percepção sobre essa arte.

Para construir suas esculturas, ela utilizava barro, contrariando a utilização de mármore e talho na madeira para criar base de criação das peças. Tanto que as peças em cobre, ela utilizava moldes de gesso sobre um molde de barro.

Em 1953, Felícia se achou preparada para enfrentar os críticos da Bienal, mas foi em 1955 que ela foi aceita e recebeu o prêmio concedido pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Participou ainda das Bienais de 59, 61, 63. Em 65, recebeu uma sala especial e em 63 recebeu o prêmio destinado aos melhores escultores do Brasil. Além das Bienais, ela fez outras exposições coletivas e individuais.

Em 62, falece Isai Leirner, durante os anos que antecederam sua morte, Felícia retratou seus sentimentos de dor pelo sofrimento do marido, debilitado pela doença, em sua arte, na série Cruzes, que são colocadas em várias posições, serem sobrepostas, dando um efeito diferente de luz e espiritualidade.

Após o falecimento de seu marido, Felícia resolveu se afastar dos grandes centros em que a badalação da arte se mantinha muito forte, refugiando se em Campos do Jordão, instalando se na cidade em 1965.

Como Felícia sempre fez tiragens de suas esculturas em bronze, ficaram no Brasil réplicas de obras expostas em Amsterdã, Londres, Roma, Belgrado e Tel-aviv; assim reunindo num único espaço todas as suas peças.

Em 1978, ela doou suas peças ao Governo do Estado de São Paulo, que no ano seguinte por intervenção do então governador Paulo Egydio Martins, criou o Museu Felícia Leirner, onde encontra se mais de 80 peças da artista numa área de 350 mil metros quadrados.

Felícia Leirner falece em Campos do Jordão, em 1996, mas suas obras imortalizam seu amor pela vida, pela arte e Campos do Jordão.

Mais Informações
Horários: Terça a domingo das 10 às 18 h
Endereço: Av. Dr. Luís Arrobas Martins, 1880
Informações: (12) 3662-2334

Informações úteis:
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